quinta-feira, 23 de julho de 2009

Flulerô o esquema

Fui no Bar Tubaína. Bar com uma proposta bacana que teria tudo pra ir pra frente.

Caralho! Futuro do pretérito!

Pois é, teria! Explico por que teria. Mas explico do começo que é por onde tudo deve começar.

Bar bacana, bem decorado, som rolando, garçons se afinando, tudo nos conformes como deveria ser num bar com uma semana de vida longa e prospera.

Li sobre a cozinha e ja cheguei empolgadão, principalmente com a idéia da chef piracicabana servir pamonhas de piracicaba misturadas com ceviche (no cardápio tá escrito cebiche e eu não sei qual é o certo) macarrão a bolonhesa, sanduiche de pernil, tudo no mesmo cardápio.

Isso faz parte da invasão da neo cozinha peruana ou pachamama food. Que começou com a invasão de quinua que apareceu nos cardápios light como uma descoberta dos sábios nutricionistas brasileiros. Quem me conhece sabe minha opinião sobre nutrição. Quem não me conhece saiba que tenho documentos irrefutáveis e confidenciais originados da CIA e do FBI que provam que a nutricionismo é uma invenção do exército americano criada para que eles pudessem controlar a cabeça e a barriga dos civis com a comida que sobrava dos testes nucleares feitos nos desertos perto de roswell. A base dessa teoria é mesma do virus da aids e da ida do homem à lua.

Voltando a pachamama food (pronuncie pachamama food), a invasão começou com os incas, depois vieram os espanhóis, os judeus, os coreanos e agora os bolivianos. Ei! Isso é no bom retiro!

Ah é! Então a invasão de restaurantes peruanos é legal, pena que ainda estão servindo só o ceviche. Legal será quando eles servirem carne de lhama com chicha roja e cinco ou seis tipos de batatas que eles tem por lá e com molhos diferentes com ají...

E de volta ao Tubaína. A proposta do bar é bacana, colorida e xuxu-beleza. Tem até um sommelier de tubaína (que vou chamar de tubbalier), seja lá o que um tubbalier faça. Os drinks me pareceram prósperos, mas a Branca e a madrinha disseram que não era tão bom assim. Eu fiquei na cerveja que nasce em árvores de barris e é menos dificil de errar. Elas tomaram uma tubaína, mas como não tinha inka cola eu passei esse pedaço do cardápio.

Pelo chopp o bar leva 3 bolachas de 8 possíveis.

A proposta de comida é boa.

Da série "tem, mas acabou" o menu apresenta o clássico da sessão da tarde "Mandiopã". Que "tem, mas acabou". Ele foi apresentado com todas as honras e pompas às meninas quando chegaram, mas pra mim a garçonete "simpatia-quase-amor" disse que "tem, mas acabou". Só não entendo como, mas... acabou

Comi um teco da pamonha frita. Boa.

Na sequencia o bolinho de frango com farinha de milho. Bolinho estilo croquete. Bom, aliás, comível, faltando um temperinho, mas no caminho certo. Parecendo um pastel de angu, porém menos...

A diversão ficou por conta da apresentação. O garçon trouxe uma daquelas caixas plasticas de colocar sal que nossas avós mantém perto do fogão juntando umidade. Achei que era sal, mas ao abrir a tampa notei o crime contra a crocância. Dentro dessa caixa de plastico azul e simpatica agonizavam 8 bolinhos abafando. Trancados lá dentro eles iam perdendo a vida, que já era pouca, até perderem toda a crocância e se tornarem a famosa "bosta". Será que é opcional isso de servir coisas sem crocância nos bares novos da haddock?

Pedimos tambem o queijo de coalho empanado com coco e mel de engenho que foi a melhor pedida da noite. Equilibrado com todos os sabores presentes, achei legal, e olha que eu não gosto de coco.

Preciso voltar e experimentar os pratos. Mas pelo que experimentamos até aqui eles merecem ganham 2 lhamas de 5 possíveis.

Vá:
Rua haddock lobo, 74

Ah! O título do post seria "cagô", mas aí eu tava explicando pras meninas o que quer dizer o nome da banda da Paula Preta, o esquema do "fulerô o esquema" e elas acharam menos agressivo do que "cagô".

Mas por que "cagô"?

Calma amiguinhos, eu explico pra vocês.

Alguem aí conhece aqueles esqueminhas noventistas tipo banquinho e violão? (esqueminhas noventistas são aquelas merdas sem identidade que rolavam na longincua década de 90 do século passado)

Não?

Funtz! Nem eu, nem a Branca, e nem a madrinha que tem um gosto musical mórbido.

Pois é, mas não é que no meio de boa musica rolando nas caixinhas do bar alguém tem a infeliz idéia de colocar uma moça, que canta e toca bastante bem, pra estragar a noite tubaínica (ou seria tubabesca?)!

Pagamos e fomos, por que fulerar o esquema é foda.

2 comentários:

Anônimo disse...

Cara vc deu um azar tremendo, eu sou paulista e radicado em Ctba-Pr, mas amo qdo vou a minha cidade e se não comer um bolinho de frango , sinto q não estive lá. Concordo contigo, se não for bem temperado, não é comivel.
Estou aberto a dialogos, meu email. macedounico@hotmail.com

Caio Cabelo disse...

Macedão (posso te chamar assim?).

Aqui na terra da garoa está rolando o boteco bohemia e eu e a branca já visitamos mais de 10 bares e eu estou produzindo um post sobre o evento.

Você comentou que dei azar com o bolinho de frango, mas eu digo não tenho sorte com bolinhos de frango pois ontem experimentamos um que tinha tudo para dar certo. Tempero, crocância, proposta e preço. Mas eu achei um pouco azedo e não sei dizer se era por conta de tempero ou de velhice, mas enfim...

Aguarde o post e obrigado pelo comentário.

Falamos.

Abraço,