quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sobre a importância do Miojo ou algo mais

Senhor Miyagi, antes de fugir de Okinawa e ensinar ao Daniel-san as artes do Fumanchu, desenvolveu uma insuperável iguaria oriental.

Durante a adolescência, senhor Miyagi costumava estudar as propriedades alimentares dos materiais radioativos, bem coisa de japonês. Num de seus experimentos, senhor Miyagi descobriu as propriedades bélicas da radioatividade e destruiu a cidade de Hiroshimanagasaki, onde a Hyundai produz seus motores de popa e seus palitinhos de comer sushi. Por meio da radioatividade, ele abriu uma brecha no espaço-tempo por onde entraram os maias, os hunos, Martin McFly, o Mario (que Mario?), o Chico Anisio e um velho monge tibetano com uma vasilinha e um pacotico prateado cantando uma musiquinha.

E após aprontar muita confusão o senhor Myagi foi para a América, ensinou o Fumanchu pro Daniel, pescou o monstro do Lago Ness, peregrinou pelo caminho de Santiago com o Marcão e mostrou ao mundo o que o velho tibetano trouxe na tigelinha.

Nessa tigelinha havia um produto derivado do trigo, uma massa disforme e pré-frita que em contato com a água e juntando o pó mágico do pacotico prateado se transformou na mais completa refeição dos solteiros (o que não é o meu caso, pois a Branca ainda me atura e me chama de marido algumas vezes) e dos casados que ficam sozinhos em casa trabalhando na frente da TV (o que é meu caso também).

Pausa para a didática da tigelinha:

Os instrumentos tibetanos tradicionais utilizados são feitos artesanalmente com uma liga de sete metais: ouro, prata, mercúrio, cobre, ferro, estanho e chumbo. As tigelas tibetanas são instrumentos de cura, relaxamento e meditação, ajudando-nos a estabelecer uma vibração saudável em todo nosso organismo, tanto física, como emocional, mental e espiritualmente.

São um maravilhoso meio para o equilíbrio dos chakras e mudança de consciência – de um estado alterado de ansiedade e stress, para um outro estado de paz, relaxamento e serenidade – levando a estados de cura espontânea e estados místicos, elevando nossa freqüência vibracional.

(Cada uma, viu?)

Dentro da tigelinha o tibetano trazia mirra, incenso e ouro. Não! Caio, seu burro! Quem trouxe isso foram os três porquinhos quando foram visitar o bebê da chapeuzinho com o lobo que havia acabado de nascer!

Na tigelinha havia A iguaria oriental, havia A refeição rápida, A salvação dos solteiros, A restauração das energias dos casados que trabalham na frente da TV enquanto a mulher sai. Hosana o LAMEN!

E ao atravessar o golfo do México e chegar no sul maravilha em 1965, o senhor Momofuku Ando Ramen Miyagi trouxe na bagagem as sementinhas para o inicio da plantação. O povo brasileiro, serelepe que só ele, logo apelidou o mister Miyagi de Miojo por causa de seu cabelo. Senhor Miyagi não conseguiu registrar o nome Ramen aqui, pois, na época, o ufanismo millitar proibia produtos com nome com a mesma sonoridade de nomes de traidores da pátria. Carmen Miranda. Carmen-> Ramen, pescô?

Daí que mister Miyagi resolveu que colocaria seu próprio apelido na iguaria plantada no Brasil, e assim nasceu o Miojo-nosso-de-cada-dia.

Tudo isso pra comentar que esses dias eu experimentei o melhor sabor em saquinho que algum ser humano (é dificil ser humano?) jamais produziu.

O Miojo Maggi sabor costela!

Não faça cara de nojinho, pois o bagulho é bão e supera com largas braçadas o antes insuperável sabor bacon com uma colherada de requeijão!

Eu gosto de novos sabores artificiais. Me encantei com o caldo Maggi sabor coentro, amo pasta de dente sabor canela, prefiro fanta uva a suco de uva. Uma vez trouxe na mala uma caixa de Dr. Pepper.

Experimente!

Serviço:

O site da Maggi não funciona. Fica uma foto daquele narigudo do Edu Guedes.

Site Miojo

Ah! O senhor Momofuku Ando (aka Senhor Miyagi) nos deixou em 5 de janeiro de 2007, feliz da vida aos 287 anos. Plantou rabanetes radioativos em Osaka até a tarde do dia 4.

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